Por acaso nunca ninguém se lembrou disto mas acho uma boa ideia reunir aqui algumas das "velhas" histórias dos Colégios, pequenos gags e brincadeiras que aconteciam e nos faziam dar piruetas de riso. Algumas acabavam, como se sabe, com umas quantas reguadas e as mãos a ferver. Mas passaram as reguadas e vamos deixar passar as histórias?
Mandem-me as que souberem...
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A única aula de Educação Sexual
Fevereiro de 1968
Regressados de férias, o Pe. Director recebeu-nos com aquela expressão que os Finalistas já conheciam:
-“Vocês saem daqui para um mundo de adultos.”
E com isso entendemos (e acho que bem!) que finalista teria um estatuto diferente, mais maduro!
Um livro trazido de férias levou-me a interroga-lo – coisas da época! - se haveria algum mal que eu o lesse e emprestasse aos meus colegas de turma. Afinal éramos finalistas e iríamos para o “mundo de adultos”!
O livro, escrito por João Mohana, um médico e sacerdote, tinha por título “A Vida Sexual dos Solteiros e Casados”.
- “Farei melhor do que isso” – disse o Pe. Director. – “Eu fico com o livro e dar-vos-ei aulas de Educação Sexual”.
Não tinha tanta piada, mas… porque não?
Terça-feira à noite. Hora do estudo. Os finalistas são chamados para uma das salas de aula e lá começou a nossa primeira aula de Educação Sexual…
Glândulas, hormonas, hipófise, tiróide… enfim tudo acima do umbigo. E a curiosidade cada vez maior em ver como é que o padre se desenvencilharia com a topografia a sul do equador.
Mas ele lá seguia:
-“ Quando uma glândula funciona de forma descontrolada o caso é PATOLÓGICO!”
Ah! Castro! No meio do nada, sai aquela risada mal abafada pela mão na boca, que contagia qualquer um, mesmo sem saber onde está a piada. Segundos depois eram quinze gargalhadas e um orador atónito!!!
Acabou a aula (para mim uma das melhores!)… acabou o curso!
-“ Ora! Patológico é lógica de pato!!!” – justificava-se o Castro quando saímos.
Aquele abraço,
vhans
3 comentários:
Aquelas aulas de sexologia, tinham histórias...se tinham. O Castro sempre foi o "Filòsofo" da turma.
Lembro-me bem desta, e outras...
Um abraço.
LV68
Salvo nos anos de 1962 a 1965. Estavamos na sala de estudo e alguém pediu para ir ao WC, claro o Sr. Padre Nuno autorizou; esse menino levantou-se e então em cada passo que dava, fazia cá um barulho! A malta toda olhou, pois o barulho vinha da zona dos mais vêlhos. Quando esse menino crescido chegou da WC e ia sentar-se no lugar dele, o Padre Nuno mandou-lhe uma murraça sobre o nariz. Era o nosso colega Tinoco (quem naõ se lembra dêle)? Na altura tinha umas botas e no fundo das mesmas tinha colocado uns pionêsios, claro o soalho era de madeira e então!...
Quem não se recorda do nosso falecido colega Tomás, que nós, pelo menos os mais novos o admiravam no Hóquei em Patins e quando o viamos a jogar com óculos, era sinal que estava bem disposto! Mas quando tirava os óculos, eram porque as coisas estavam de má maré.
Este nosso querido colega, numa altura em que estava de férias e quando conversavamos, bem como o nosso colega José Firmino Gouveia, que por acaso era meu vizinho; e um Africano ao dirigir-se a ele o tratou por menino, ele desabotoou o peito da camisa e disse mostrando os cabelos do peito. - Eu sou menino! Perdoa poderá ser coisas que não têm muita graça, mas a verdade são coisas que para a minha maneira de ser têm graça. Sem mais um forte abraço. Zé Carlos Rosário
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Salvo nos anos de 1962 a 1965; no Carnaval, os nossos superiores lembraram-se o nosso corso iria passar a na nova fronteira da Namaacha, mas eles não deixaram; tivemos que dar meia volta, claro a intenção não era passar para o outro lado. Sem mais Zé Carlos Rosário.
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